Ponto de vista do autor
Isso aconteceu tarde da noite há alguns dias. Khun Ae voltou ao quarto do dormitório
assim que suas aulas acabaram junto de seu companheiro de quarto, que também estudava na
mesma turma que ele. Ele deixou sua mochila na cama e sentou no seu lugar favorito na mesinha
e pegou seu notebook para olhar seu Facebook.
Ele já tinha olhado seu perfil, não é como se ele fosse uma dessas pessoas viciadas no
Facebook e passasse o dia todo nele só para ver as postagens de seus amigos, mas dessa vez ele
sentiu vontade de fazer isso, então sentou em seu lugar e verificou com seu olhar afiado todos os
posts, um por um.
– Mas que merda tem de errado com você Ai’Sun? Você está postando fotos demais dos
seus gatos. – Ae resmungou para si mesmo, seu amigo estava postando muitas fotos de seus
gatos Persa, Pelo Curto (é o modo correto e educado de chamar gatos sem raça), Dobra Escocesa
e outras raças com legendas e #kawaiikitty.
Mas que merda?
Dessa vez Ae estava olhando as postagens de seu outro amigo, Ai’Dear, enquanto sacudia
a cabeça. A maioria das postagens de seu amigo fofo eram fotos de comidas caseiras que
pareciam muito gostosas.
Cara! Ele não conseguia acreditar que apenas olhar os posts de seus amigos no Facebook
o fazia sentir tanta saudade assim deles, bem como do tempo em que estavam juntos na escola.
Ae viu o perfil de todos os seus amigos, um por um, até parar e ver um par de novas
chuteiras em uma das páginas. Ele hesitou um pouco, mas depois de encarar o anúncio por um
tempo a tentação o venceu e ele clicou no link. Ele já vinha pensando há um bom tempo em
comprar um novo par de chuteiras, mas já que seu antigo ainda estava em perfeito estado, ele
tinha evitado comprar um novo par. Um par de chuteiras boas custava mais de 10 Grands (Eu
procurei em todos os lugares quanto custa um Grand, mas não encontrei nenhuma fonte com a
informação por isso vou por aqui o que a tradutora do inglês disse, um Grands custa cerca de três
mil Baht, o que quer dizer que dez Grands custa cerca de 4.046,61 reais. Essa chuteira deve ter
ouro na sola, só pode! Aliás, usei o valor de conversão de Baht para real de 30 de agosto de
2019, que era 0,13 reais para um Bath, se você está lendo isso em outro período muito distante a

chuteira pode estar mais cara ou mais barata), e não era fácil tomar a decisão de gastar tanto
dinheiro.
O preço baixou agora, a chuteira está custando cerca de sete mil agora (o texto não diz se
é em Baht ou Grande, se ainda for em Grand essa chuteira baixou para 2.832,62 reais, se for em
Baht então ela está custando 944,21 reais). Uma pessoa viciada em compras deve achar que isso
incitou Ae a comprar aquelas chuteiras o quanto antes, mas para Ae as coisas não eram bem
assim, aquele fato não ia fazer ele comprar aquela chuteira o mais rápido possível (Mas também,
né? Esse troço está caro para CARAMBA!!!).
Ele sabia o quanto era difícil conseguir dinheiro nos dias de hoje e ele apreciava cada
valor dessa dificuldade. Além disso, guardar dinheiro para ter sete mil Bahts não era loucamente
fácil assim.
– Minha família não é rica. – Ele disse para si mesmo suspirando. Então algo chamou sua
atenção no canto da tela.
Meu bom Deus!
Ele gastou um minuto pairando sobre o link antes de clicar nele com os olhos fechados.
– Espera…, mas que inferno eu estou fazendo aqui em primeiro lugar? – O jogador de
futebol continuou a falar consigo mesmo enquanto sua mão ia e abria uma janela após a outra
dentro desse estranho website onde ele estava. Ele queria fechar todas aquelas janelas, esquecer
aquilo e ir para cama, mas uma parte de suas memórias continuou voltando para sua cabeça o
impedindo de fazer isso.
Ae suspirou profundamente.
– Não vai machucar se eu tiver experiência dessas coisas, não é? – Ele murmurou para si
mesmo.
Depois de quase dez minutos olhando essas coisas ele ficou com vontade de vomitar tudo
isso que ele chamou de “material de aprendizado”. Era uma experiência de outro mundo no qual
sua mente nunca tinha pensado.
Ae puxou seu cabelo de modo irritado enquanto tentava fortemente não ver a cena que
rolava em sua tela.
– Tudo bem… Eu não consigo ver isso, mas eu devo ser capaz de ler algo sobre isso. – O
baixinho veio com uma nova ideia e abriu outra janela para pesquisar algo no Google sem se
preocupar em fechar a janela anterior.

Toc-Toc-Toc
– Ai’Ae, você está aí?
– Sim! – Ae respondeu, depois de fechar o notebook bem rápido, e ir atender a pessoa à
sua porta. Parece que um amigo de dois quartos mais a frente no corredor queria o perguntar
alguma coisa.
– Você está ocupado? Pode me ajudar a abrir minha porta da varanda? Ela está super
emperrada de novo e eu realmente preciso por minhas roupas para secar.
Ele assentiu e saiu, trancando a porta de seu quarto. Ae sabia muito bem que seus colegas
tinham muita dificuldade em abrir a porta da varanda desde que ela sempre ficava presa. O
prédio deles era, afinal de contas, muito velho e gasto, por isso que quando seu amigo pediu
ajuda ele nem pensou duas vezes antes de ir ajudá-lo.
– Obrigado Ai’Ae, você é bem forte mesmo, assim como Ai’Pond disse.
– O que esse idiota andou fofocando sobre mim dessa vez? – Ae não ficava mais surpreso
quanto ao seu melhor amigo ser um fofoqueiro que não conseguia manter a boca fechada.
Sua pergunta fez seu outro amigo rir.
– Ele disse que ele é o cara executivo do departamento, enquanto você é os músculos.
– Um cara bobo e idiota como ele disse que eu sou os músculos? – Ae não pode evitar de
balançar a cabeça e sorrir para seu amigo antes de aceitar o seu agradecimento e voltar para seu
quarto.
Ele tentou destrancar a porta, mas então percebeu que ela não estava mais trancada.
Lembrando do que ele tinha feito e esquecido aberto no notebook, ele bateu na própria cabeça e
cobriu o rosto com ambas as mãos, então começou a pensar em tudo o que poderia falar como
desculpas daqui há pouco.
Ae sabia… Problemas viriam de dentro desse quarto no momento em que ele entrasse.
Ele tentou…
Talvez ainda tivesse tempo para pegar seu notebook e o guardar antes que fosse tarde
demais. Acontece que ele não foi rápido o bastante e não conseguiu impedir o inevitável de
acontecer.

  • Ai… Ae… Ai’Ae… Ai’Ae!!!!!
    MERDA! MERDA! MERDA!

Ele abriu a porta em um estrondo só para ver seu amigo ainda de uniforme sentado em
frente ao seu notebook, olhando a tela como se tivesse visto um fantasma. Ele estava encarando
Ae com olhos muito arregalados e gritava como uma menina que tinha tido seu cérebro comido
por um zumbi.
Ae pulou em seu amigo e bateu bem forte em sua cabeça.
Por que ele não pensou naquilo? Claro que uma pessoa fuxiqueira como Ai’Pond ia
sempre estar à espreita, pronto para se meter em suas coisas pessoais a qualquer momento!
IDIOTA!

  • Eu… Eu não vi nada… Eu não… Eu não sabia que você era… Eu só vi que estava ligado
    e… Eu só ia ver esse novo desenho online… Eu não sabia que você… Err… Err… Estava vendo
    por… Huhmmmph!!!
    Ae chutou a porta bem forte para que ela se fechasse, então tapou a boca do amigo para
    impedir que ele continuasse a dizer aquelas palavras bem alto.
  • CALE A BOCA!!! – O jogador de futebol universitário fez seu amigo ficar quieto. Sua
    voz saiu tão assustadora que quase matou Ai’Pond de susto. Ele parecia tão assustador que
    aquilo foi o suficiente para fazer o quarto italiano concordar com a cabeça e olhar para o amigo
    assustado.
    – Qualquer coisa que você tenha visto ou ouvido… Nunca… NUNCA… Diga! Nem ao
    menos MENCIONE isso! – Ele disse com sua voz raivosa, o que fez Pond concordar várias
    vezes.
    Esse era o tom de voz que ele sempre teve medo de ouvir desde que conheceu Ai’Ae.
    Aquele tom rouco mexia tanto com seus nervos que ele nem conseguia respirar.
    Ae o soltou.
    – Você… Você assistiu PORNÔ GAY… Ai’Ae… Você…
    No momento em que Ae soltou Pond o outro cara quebrou sua promessa, gritando
    loucamente o que ele queria dizer desde o começo quando abriu o notebook dele. Ae agarrou um
    travesseiro e jogou na cara dele com força.
    – Cara! Que louco! Isso é inacreditável!!!
    – CALE A BOCA!
    Não foi a voz assustadora de Ai’Ae que o fez parar, mas sim…
    – Hiya, Ai’Ae… Você está corando!?!?

– VAI SE FODER!!! Eu não.
– Você não consegue mentir para mim! Olhe só seu rosto! Está tão fudidamente
vermelho. HAHAHAH!!!!
Ele ia, mesmo, matar Pond!!!
– Bem, tanto faz… É verdade que eu fiquei chocado ao descobrir dessa forma, mas que se
dane! Eu te entendo muito bem e eu te amo pelo o que ou quem você é… Não importa o que,
cara. Você ainda é meu melhor amigo.
– CALE A MERDA DA SUA BOCA!!! Seu filho da mãe, cale a boca!!!

  • Hei, hei… Hei… Me xingando duas vezes de uma única vez, eh? Qual é Ae. Cale a boca
    você. Eu estou falando sério aqui. Você foi pego vendo um cara foder outro cara, o que você
    espera que eu faça?
    Normalmente Pond piraria sempre que Ae ficasse bravo, mas agora o seu melhor amigo
    estava tão corado por ter sido pego fazendo algo embaraçoso no computador. Fumegando de
    raiva, Ae pulou para cima de seu melhor amigo, que só pode se virar de costas e se encolher no
    canto. Não tinha como Pond vencer em uma luta contra seu amigo.
    – Eu só estou brincando. Calma cara, calma… Eu só estou chocado. Não dá para ver? Já
    entendi agora. Não importa o quanto eu te chame para assistir pornô comigo você nunca presta
    atenção nessas coisas e agora você vem e vê? Claro que eu ficaria chocado. Mas, de qualquer
    forma… Por que agora? Por que você quer saber dessas coisas agora? Você está tentando foder
    Ai’Pete? – Quanto mais Pond falava sobre aquilo, mais vermelho Ae ficava e tentava esconder
    aquilo virando o rosto para longe de Ai’Pond.
    – Não…
    – Bastardo mentiroso… Você pesquisou “como um homem faz sexo com outro homem” e
    ainda nega isso? O que você está tentando fazer? Você está mesmo tentando fazer sexo com
    Ai’Pete, não é? – Pond pulou para sentar perto de Ae como um gato animado. Seu rosto não
    mostrava ‘choque’ em nada, ele demonstrava algo mais como ‘eu-estou-morrendo-para-saber-o-
    que-você-vai-fazer’ ao invés daquilo.
    Ae deu apenas seu silêncio como resposta.
    – Tsk, tsk, tsk… – Pond estalou sua língua várias vezes antes começar seu discurso para
    seu amigo. – Ai’Ae, Ai’Ae, Ai’Ae… Não se esqueça. Seu melhor amigo aqui tem mais
    experiência que você. Pode me perguntar o que quiser quando quiser. Você ainda é virgem, todo

mundo sabe disso, mas está tudo bem. Tem um monte de caras de dezoito anos virgens por aí e
aconteceu de você ser um deles, só isso.
Ae voltou a encarar Ai’Pond diretamente. O modo como ele estreitou os olhos para seu
amigo era como se ele pudesse o matar a qualquer momento, então o quarto italiano teve que se
salvar falando o mais rápido que podia, sorrindo.
– Se você não está planejando fazer sexo com Ai’Pete, então por que você está
pesquisando essas coisas?
– … Eu só estava curioso.
– Isso não é o tipo de coisa comum para um cara ficar curioso.
– Quer que eu te mate agora?
Pond se calou imediatamente porque Ae estava fazendo outra cara séria, como se
estivesse preparando sua perna para o chutar a qualquer minuto.
Ele estava errado.
Colocar pressão no Senhor Músculos não era uma boa ideia. Ele tinha que,
temporariamente, deixar isso para lá.
– Bem, eu realmente não tenho nenhuma experiência com isso. Mas eu ouvi que pode ser
bem seco. Você tem que estar preparado com lubrificante e deve começar bem devagar.
Antes que Pond conseguisse chegar a porta do banheiro, uma das chuteiras de Ae voou
bem na direção de seu rosto, não lhe dando a oportunidade de desviar. Houve um barulho bem
alto, seguido de algumas reclamações vindas do outro lado da porta.
Isso devia ter doido muito.
(Para os que não entenderam, porque até eu achei confuso na hora de traduzir, Ae jogou a
chuteira na cara de Pond quando ele ia fechar a porta, mas a chuteira passou antes que ele
pudesse impedir e aquilo acertou sua cara em cheio).
Ai’Merda… Como Ai’Ae pôde ser tão selvagem assim? Eu só estou preocupado que ele
goze antes mesmo de colocar o treco dentro. O que tem de errado nisso?
Aquele era o pior cenário no qual Pond conseguia pensar naquele momento.
Eu sou o melhor amigo dele.
Será que eu deveria treinar ele antes de ele fazer mesmo?
Mas cara! Eu nunca transei com um homem antes. E se eu for ensinar isso para ele
diretamente é bem capaz de eu ir parar na emergência com uma perna quebrada, ou pior, como

alguma dor monstruosa na bunda, eu acho. Sim!!! Isso é de arrepiar! Mas… Eu posso ensinar
ele sem fazer o negócio de verdade, não é?
Certo!!!
Pond se deu conta de que ele tinha outra missão a completar para seu sexualmente
desorientado melhor amigo.
Do outro lado, dentro do quarto, Ae fechou todas as janelas de seu notebook e limpou seu
histórico. Aquela tinha sido a coisa mais embaraçosa pelo qual ele já tinha passado em toda sua
vida, principalmente porque tinha sido seu melhor amigo intrometido que tinha pego ele fazendo
aquilo. Aquilo fez ele perder a confiança ao ponto de ele querer bater sua cabeça com tudo na
parede como forma de punição.
Ele admitia. Ele ainda era virgem.
Mas confessar isso na frente de seu melhor amigo Ai’Pond era ainda mais embaraçoso do
que ser pego fazendo aquilo. Ele nem sabia porque ficou interessado em aprender aquilo do
nada, para começo de conversa.
Mas que merda tem de errado comigo???
Eu dei a você minha palavra de que abriria minha mente para os outros, então por que
eu só consigo pensar em você o tempo todo? Por quê?
Cert… Ele sabia o motivo.
Ele não queria que ‘aquela coisa’ acabasse como a primeira vez em que ele beijou Pete.
Foi um desastre.
Ele nem sabia como o beijar!


De manhã, Pete chegou ao campus no mesmo horário de sempre e logo viu alguém o
esperando no estacionamento que ele sempre deixava seu carro. Aquilo o deixou corado pela
primeira vez naquele dia, porque aquilo o tinha lembrado muito claramente daquela noite no
campo de futebol.
Ele teve que segurar suas bochechas e mandar a si mesmo que se acalmasse.

  • Haja normalmente Ai’Pete… Normalmente. – Ele pegou a caixa de presente do banco de
    trás e saiu do carro com ela, caminhando em direção ao cara que esperava por ele. Ele continuou
    a repetir para si mesmo para se acalmar, mas agiu diferente do que ele se dizia uns minutos atrás.

Ele nem conseguia olhar Ae no rosto.
– Bom dia Khrub, Ae…
– Uhh, bom dia. – O cara atarracado sussurrou aquelas palavras sobre o pescoço enquanto
olhava carinhosamente para o cara mais alto e pálido que estava ao lado dele. Ae teve que
desviar seus olhos antes que passasse muito tempo encarando aqueles lábios alaranjados, eles o
lembravam do beijo que deram na outra noite e que ainda mexia com seus sentimentos todas as
vezes que ele pensava naquilo.
Lembravam a ele também do ocorrido do dia anterior.
Mas que inferno, por que mesmo eu queria aprender sobre aquilo mesmo?
Adicionado a esses pensamentos desconfortáveis que ele estava tendo, Ae acidentalmente
lembrou de como era tocar a pele macia e despida dele, a mesma pele por baixo daquele
uniforme que ele usava agora. Sério. Ae teve que afastar seus olhos de Ai’Pete muito rápido.
Ambos estavam agindo estranho naquela manhã. Ninguém ousava olhar um na cara do
outro, ambos sentiram aquela situação estranha no qual estavam.
– Desculpe …
– K… Khrub? P- Pelo o que?
– Err… Pelo o que eu fiz com você… Nah, você não tem que se preocupar com isso nah
Khrub. Vamos. Eu estou com pressa. – Khun Ae parecia estar falando muito rápido naquela
manhã. Na verdade, o único motivo para ele pedir desculpas a Pete foi porque ele tinha lido
algumas coisas sobre como ‘fazer aquilo’ depois de pensar em Ai’Pete. – Você ficou um pouco
mais forte?
– Hmm? Eu não sei, o que você acha?
– Que sim, eu acho que ficou. – Ae ainda usava seu tom profundo enquanto falava. Ele
intencionalmente queria que Ai’Pete ficasse um pouco mais forte e saudável, mas do nada ele
começou a pensar no que ele tinha estudado na noite passada. – Como eu poderia fazer ‘isso’
com uma pessoa tão magra quanto esse cara perto de mim?
– Você disse alguma coisa Ae?
– Não, não, não foi nada… Eu não disse nada.
Pete torceu as sobrancelhas porque ele não conseguia entender uma única palavra do que
Ae tinha dito.

A caixa que ele estava segurando não era tão pequena assim e ele estava preocupado que
a deixasse cair a qualquer momento durante o caminho. Além disso, ele estava se sentindo muito
feliz por estar, mais uma vez, sentado atrás da bicicleta de Ae.
…. Enquanto Ae, do outro lado, estava muito bravo com ele mesmo por sempre pensar
‘naquela coisa’ de novo e de novo.
PARE COM ISSO! Ai’Ae, pare de ser um pervertido como Ai’Pond!
– Já faz uma semana desde a última vez que eu te dei uma carona. – Ele mudou de
assunto abruptamente. Como a estrada ficou tão curta assim? Normalmente demoraria muito
mais tempo para ele chegar à cafeteria, mas agora que ele tinha algo para falar a Ai’Pete parecia
que o caminho não tinha durado um minuto.
O jovem mestre Pitchaya apenas sorriu para ele.
– Já faz oito dias.
– Você contou?
Pete escondeu a testa nas costas de Ae e apertou seus lábios.
– Mas é claro que eu contei… E isso foi por sua causa… Esse foi o único motivo para eu
fazer isso.
Apenas um dia inteiro sem vê-lo já era o suficiente para Pete sentir sua falta. Por isso ele
contou o número de dias que esteve afastado de Ae nos dedos e na cabeça.
Vir aqui todas as manhãs por conta própria era muito diferente de vir aqui sendo trazido
de bicicleta por Ae. Aquele sempre tinha sido o momento mais feliz das manhãs do Senhor
Pitchaya.
– Eu estou feliz por estar sentado aqui atrás de você agora…
Aquelas palavras deixaram Ae atordoado antes que ele sorrisse para Pete.
– Eu também estou feliz de ter você sentado atrás de mim.
Depois de expor essas palavras doces, ninguém mais disse nada até eles finalmente
chegarem na cafeteria.
O silêncio deles dizia tudo. Apenas o calor de seus corações e os sons que eles faziam era
o suficiente para os fazer entender aquilo que suas bocas não conseguiam falar.
– P’Ae kha… Aqui!!! Chompoo guardou uma mesa para nós kha.

Pete, que estava planejando dar o presente de Ae, parou antes que pudesse pisar na
entrada da cafeteria. A menina de uniforme escolar pulou e acenou para chamar a atenção de Ae,
esperando que ele acenasse para ela.
O outro somente suspirou profundamente antes de mostrar a ela sua feição chateada.
– Eu já te disse para não vir e esperar por mim desse jeito. – O tom dele era meio rude e
chateado quando falou com a menina, mas ao invés de se sentir ofendida Chompoo fez uma
expressão amável na frente dele.
– P’Ae não pode me impedir de continuar cuidando de você na kah. P’Pond estava aqui, o
queria dizer que P’Ae também ia vir. – Ela argumentou.
– E se eu não aparecesse? O que você ia fazer então? Você ia esperar aqui o dia todo e
chegar atrasada na escola? Não faça isso de novo, ok?
A menininha sorriu brilhantemente. Seus olhos sempre brilhavam muito todas as vezes
que ela via seu herói. Ela simplesmente sabia que ele estava muito preocupado com ela (Isso não
é um fato, é o que ela pensa, ok?).
Confuso? Por favor, não fique. Ele pode parecer assustador, mas na verdade é realmente
uma pessoa muito boa.
Eu estou tão feliz por estar apaixonada por ele.
Eles pareciam muito mais próximos do que da última vez que Pete a viu. Agora que ele
estava pensando bem nisso o Jovem Mestre desejou poder voltar atrás com suas palavras de
encorajar Ae a abrir sua mente e considerar essa outra pessoa que se importava com ele. Ele
estava com tanto ciúme agora.
– Ooh… Ai’Pete está aqui também. Venha, sente aqui, sente aqui. De acordo com seu
modo de andar eu suponho que Ae ainda não tentou aquilo. – Pond se inclinou na mesa e
começou a conversar bem alto.
– CALE A MERDA DA SUA BOCA!!!
Ae gritou com Ai’Pond, então o quarto italiano fez ‘zip’ na sua boca, mas continuou
rindo até perder o ar.
– Do que você está falando kha, Pond? Eu não entendi.
– Bem… – Pond deu uma breve olhada em Ai’Baixinho e percebeu que ele lhe mostrava
sua cara brava. Ele não conseguiu evitar notar suas orelhas vermelhas também. – Ai’Ae está
tentando aprender como fazer aquilo sem machucar.

– Hum? – Chompoo E Pete arregalaram os olhos. Talvez Chompoo estivesse totalmente
por fora do assunto, mas Pete estava começando a entender, então Ai’Pond teve que explicar
aquilo bem rápido antes que seu amigo pulasse nele e o matasse dentro da cafeteria.
– Tem esse exercício super cansativo que ele precisa fazer antes dos jogos de futebol,
então ele estava tentando aprender como esticar uns músculos sem machucar.
– Entendi… Você pode me ensinar depois na kha, P’Ae? Eu sempre machuco alguns
músculos quando faço badminton. Eu não gosto quando meus músculos ficar doloridos, kha. –
Ela inocentemente pediu ajuda a Ae com muito entusiasmo, mas Ai’Pond estalou sua língua e
apontou seu indicador na cara dela.
– Não, não, não garotinha. Ae quer fazer essa coisa somente com Ai’Pete.
– Mas isso não é justo. Por que você tem que ensinar só o P’Bonitão, mas não a
Chompoo? – O modo como ela se referiu a Pete fez com que Ai’Pond explodisse em risadas. Se
ela soubesse que esse P’Bonitão é na verdade seu maior rival por Ai’Ae ela nunca o chamaria
dessa forma.
– Bem…
– Já chega Ai’Pond. Isso é só uma piada sem sentido, Nong’Chompoo, não preste atenção
nele. Ele é um idiota. Pete, sente por favor. Eu vou pegar nosso café da manhã.
– Uma piada sem sentido? Sério? – O quarto italiano repetiu em um tom agudo enquanto
o olhava. Ae sabia que tinha que ir na onda, caso contrário esse estúpido nunca ia parar de o
atazanar e ficaria o embaraçando na frente de todo mundo.
– ESTÁ BEM! Não é uma piada sem sentido, é verdade. Eu vou treinar Ai’Pete eu
mesmo, está feliz agora? – Aquilo foi o suficiente para satisfazer Ai’Pond, que começou a rir
mais ainda do que última vez.
– Falando como um profissional, hum?
Aquilo deixou Ae em silêncio.
Chompoo viu ambos brigando entre risadas.
– Vocês dois parecem tão próximos, mesmo que Chompoo não entenda sobre o que vocês
estão falando… Bem, eu tenho que ir agora antes que eu chegue atrasada. Vocês são tão sortudos,
nem precisam ir nessas reuniões cedo de manhã. – Ela pegou sua mochila e fez um waii para
todos eles antes de sair da cafeteria como uma menininha feliz.
Seu modo feliz deixava Pete com tanto ciúme.

Ele queria muito ser corajoso como ela.
– Certo, eu estou indo pegar meu café da manhã. – Pond se levantou depois de Ae, mas
ele notou que o outro não estava caminhando para pegar comida, ao invés disso ele caminhou até
ficar atrás de Pete e deu tapinhas em suas costas.
– Coitado do Pete. – Pond suspirou. – Ele não vai fazer isso aqui dentro, eu tenho
certeza… Já estou indo! – Ae se mexeu para dar um soco em Ai’Pond, mas o cara alto foi mais
rápido e saiu correndo aos risos.
Pete olhou para Ae com uma expressão confusa, mas antes que ele pudesse perguntar
alguma coisa Ae o interrompeu.
– Ele está certo. Eu sou terrível, feliz agora?
Mas o que está acontecendo? Não consigo entender… Eu não culpei ele por nada.
Pete somente sorriu pequeno enquanto via Ae ir pegar comida. Ele parecia estar bem
invocado. Agora ele estava curioso sobre a conversa que esses dois colegas de quarto tinham tido
agora há pouco.
Pete voltou a pensar em seus próprios negócios enquanto olhava a caixa que segurava.
Ele não tinha certeza se Ae ia gostar daquilo, mas ele esperava ao menos que ele ficasse feliz ao
receber esse presente.
– Eu ia te perguntar mais cedo sobre essa caixa. É aniversário de alguém hoje? – Ele
voltou com dois pratos de comida na mão. Ele já tinha notado aquela caixa desde que fora buscar
Pete naquela manhã, mas ainda não tinha perguntado nada. Parecia uma coisa muito cara com o
laço de cetim no topo.
Pete negou com a cabeça.
– É para você, Ae. – Ele entregou a caixa para o jogador de futebol.
– Hum? Para mim? – Seus olhos se arregalaram em surpresa enquanto ele apontava para
si mesmo. Não era aniversário dele, muito menos um dia importante. – Mas meu aniversário só é
em outubro. Por acaso você deixou Ai’Pond te enganar outra vez?
– Não. Isso não é um presente de aniversário. Eu só queria te agradecer por ter me
ajudado tantas vezes. É um presente de agradecimento meu Khrub. – Pete explicou ao mesmo
tempo em que tentava se lembrar do mês de aniversário dele.
Ae respirou fundo.
– Você sabe que eu nunca esperei nada em troca, certo?

– Eu sei, e eu realmente aprecio isso em você, mas… Eu realmente queria te dar alguma
coisa. – Pete assentiu para ele. Ele sabia muito bem que Ae não era esse tipo de pessoa. Ele era
sempre muito bom e gentil com todo mundo.
Ele até mesmo tinha conseguido uma pequena admiradora que continuava pedindo e
pedindo para ser sua namorada.
De qualquer forma, em alguma parte dentro de si Pete desejava que Ae não ajudasse
ninguém além dele e somente ele. Mas ele sabia que devia parar de pensar dessa forma.
– Oh, qual é cara, apenas aceite. Deixe ele ficar feliz por te dar alguma coisa. – Certo. Ele
ainda tinha esse intrometido que tinha acabado de voltar para a mesa. Ele tinha visto Ai’Pete
entregar a caixa para Ai’Ae, por isso ele se apressou em seu caminho de volta e fez essa sugestão
ao seu amigo.
– Quem pediu sua opinião mesmo?
– Huh! Mas que cara mais frio e mau. Será que eu devo dizer a Pete o que eu vi ontem?
Aaaargh!!! Ai’Idiota Ae… Pare! Pare! Aaargh!!! Isso machuca! – Ae não se contentava apenas
em pisotear Ai’Pond, então começou a apertar seu pé contra o chão.
Quando ficou satisfeito ele pegou o presente de Pete som um suspiro.
– Qual é cara. Abre agora, vai… – Pond não parou de se meter mesmo que ainda estivesse
esfregando o próprio pé.
– Eu posso abrir? – Ae também queria saber o que tinha dentro, então pediu permissão a
Pete.
(Eu não sei se também é assim na Tailândia, mas em alguns países asiáticos, como Coreia
e Japão, é falta de educação abrir o presente que te deram na frente da pessoa que te deu ele, por
que se você não gostar vai ficar na cara e a pessoa vai ficar envergonhada, acho que foi por isso
que Ae pediu a permissão a Pete antes de abrir o presente.)
– Pode. – Pete respondeu, então Ae abriu o embrulho, não, foi mais como se ele tivesse
destruído o embrulho, o que fez o bonito Jovem Mestre sorrir.
Esse era o jeito de Ae desde que os dois se conheciam. Ele não era o tipo de pessoa que
abria algo com calma e cuidado. Era mais masculino fazer desse jeito.
– Vá em frente cara, abra.
Ae ficou desnorteado quando viu a logo na caixa. Ele hesitou em abrir aquilo já que podia
ter muitos outros presentes dentro daquela caixa além daquilo para o qual ela foi feita para

guardar. (Eu ri escrevendo essa parte, porque a tradutora do inglês escreveu uma nota dizendo
que ela já abriu presentes assim esperando algum sapato, mas na verdade era outra coisa, eu só
fiquei lembrando de Chuky e a caixa grande com uma calça ao invés de um boneco. Desculpe,
mas foi inevitável não rir).
Ele terminou de desembrulhar seu presente tão rápido quanto antes.
Então seu pensamento se concretizou… Era o par de chuteiras que ele vinha olhando
online.
– Whoa!!! É um belo par de chuteiras Ae… E é o mesmo modelo que você vem querendo,
não é? – Pond fingiu surpresa, mas na verdade tinha sido ele quem sugeriu a Pete que comprasse
esse modelo de chuteiras para dar ao seu amigo.
Pete perguntou curioso: – Você gostou, Ae?
Por que ele não parecia animado?
– Ai’Pete …
– Khrub. – O modo calmo como Ae chamou seu nome assustou Pete, então o olhou.
– Quem te disse para me comprar esses sapatos caros?
– Err… Eu …
Ae parecia bravo ao invés de feliz e isso fez Pete se sentir mal ao ponto de ele não saber o
que responder.
– Eu já te disse que te ajudei porque eu queria. Eu nunca pedi nada de volta. Se fosse só
um presentinho eu ficaria grato e apreciaria o presente, mas um presente tão caro quanto esse, eu
não quero isso. Eu não sei… Se no seu mundo sete Grands de Baht por um par de sapatos é um
presentinho a ser dado assim, mas para mim, eu nunca quis receber um presente tão caro como
esse de nenhum amigo meu.
– Hei… Calma cara… Ai’Pete já te deu eles, então você não pode simplesmente aceitar
eles de coração? Ele não pode mais devolver ou usar, porque eles são do seu tamanho.
Ai’Pond ajudou Pete bastante explicando aquilo a Ae, mas ele ainda olhava bravo para o
Jovem Mestre antes de desviar o rosto.
Ele subitamente lembrou de Ai’Trump. Ai’Pete devia pensar que ele podia usar essa
mesma forma de ‘agradecimento’ com ele do jeito que tinha feito com Ai’Trump por obrigação.
Ae não estava com ciúmes ou nada do tipo, mas ele não queria que Pete tratasse as
pessoas assim. Agora ele sentia como se tivesse sido bom com Pete somente porque estava

esperando que Pete o desse dinheiro a qualquer momento quando ele pedisse quando na verdade
ele queria afastar esse tipo de pessoas de perto dele. Então, se ele aceitasse esse presente, algum
dia Pete ia começar a dar presentes assim para as pessoas só por serem boas com ele mais de
uma vez. E isso seria muito mais caro do que sete mil Bath gastos nesses sapatos que ele trouxe.
– Eu vou te pagar de volta por eles.
– Mas eu ….
– Se fosse meu aniversário eu até aceitaria esse presente, mas você me deu ele para me
pagar pela ajuda que te dei, então eu não posso aceitar.
Pete olhou para Ae antes de abaixar a cabeça e olhar para o chão. Demorou alguns
minutos antes que ele começasse a falar suavemente.
– Eu entendi agora.
– …
– Qual é, vamos comer. Você também Ai’Pond. Nunca mais faça isso de novo! – Ele
mexeu um pouco nos cabelos de Pete antes começar a comer sem saber que o cara bonito a sua
frente não estava aproveitando sua refeição.

Ae o levou de volta ao seu prédio, mas na verdade Pete não tinha nenhuma aula naquela
manhã, era por isso que agora ele estava sentado sozinho na cafeteria da Faculdade Internacional
totalmente chateado com o que Ae tinha dito. Ele esperava ao menos um sorriso de Ae, mas
tinha vezes que ele não conseguia entender Ae em nada.
– Eu sabia que você estava definitivamente chateado.
Pond sorriu e sentou perto dele. Pete somente deu a ele um sorriso forçado.
– Eu estou bem. Obrigado por me ajudar, Pond.
– Você está me agradecendo mesmo depois de ter visto o quanto aquele idiota ficou
bravo quando recebeu seu presente?
– Err… – Pete estava sorrindo de modo estranho. Ele não conseguia olhar diretamente nos
olhos de Pond porque ele não queria mostrar o quanto ele estrva chateado desde aquela manhã.
Pond continuou.
– Ai’Pete, algumas vezes esconder seus sentimentos pode ser bom, mas isso pode ser
uma coisa muito ruim quando você está com Ai’Ae. – O Jovem Mestre olhou para o quarto
italiano com curiosidade enquanto o outro cara continuava a falar.

Olhe para mim Ai’Idiota Ae. Eu vou ser o melhor amigo que você vai ter.
– Escute… Você sabe que Ae não é uma pessoa complicada, certo? Se você for comparar
ele a uma estrada, ele vai ser a estrada mais difícil que você vai encontrar na vida. Não tem
esquerda ou direita e se você ficar parado numa curva ou esconder alguma coisa do Ai’Ae, então
ele nunca vai prestar atenção em você…
Pete não fazia ideia do que Pond queria dizer, mas ele tinha entendido a história.
– O que eu estou dizendo é que você tem que falar para ele exatamente como você se
sente. Nem pense em esconder nada dele. Ae nunca vai descobrir, entender você ou saber o que
você está pensando. Se você está chateado porque ele ficou bravo com você, então diga a ele que
você está chateado por que ele ficou bravo com você… Você já viu o modo como Chompoo fala?
Ela sempre diz quando está chateada com o modo como Ae fala com ela. Devia ser a mesma
coisa para você. Você pode contar para ele do seu jeito ou pode gritar com ele… Tipo voz de menina “Oh my God! Eu comprei eles para você, mas ao invés de ficar feliz você vem e fala
bravo comigo? ”… Algo desse tipo, entendeu?
As palavras de Pond deixaram Pete um pouco atordoado. Ele estava olhando para o cara
que ria porque não conseguia imaginar Pete gritando com Ae.
As palavras de Pond faziam sentido.
Pond deu a ele um sorriso encorajador. Esse cara não ia deixar o Verão da Vida de seu
amigo terminar assim tão rápido.
– Você tem que aprender a expressar seus sentimentos diretamente para Ae. Tome isso
como uma experiência de aprendizado, entendeu? – Uns minutos depois Pond se levantou
olhando para seu relógio, ele tinha que ir antes que chegasse atrasado em sua aula. Ele acenou
rapidamente a Pete para dizer tchau.
– Obrigado Pond. – Pete disse a ele.
– Sem problemas. Mas você tem que me pagar de volta depois, eu quero um PlayStation

  1. Eu não ligo se é muito caro. HAHAHAHA! – Ele provocou um pouco antes de sair da
    Faculdade Internacional.
    Ele estava falando com ele mesmo: – Mas que casal de perdedores para um amigo. Um
    aprende sobre sexo vendo pornô e o outro não sabe como expressar seus sentimentos. Vocês dois
    deveriam apreciar mais minha existência, sabia? Como vocês teriam chegado até aqui sem mim?
    – Eu não sabia que você era bom dando conselhod para as pessoas.

– Hum? – Enquanto Pond estava ocupado falando consigo mesmo, ele ouviu uma menina
falar atrás de si. Ele se virou e viu a menina do Departamento de Artes.
A expressão confusa dele fez com que ChanAim começasse a explicar.
– Eu vim ver uma amiga e acabei ouvindo a conversa. – Ela se virou para o outro lado e
disse claramente: – Esse foi um conselho muito bom que você deu ao seu amigo e foi muito legal
da sua parte dizer aquilo para ele.
Pond arqueou um pouco suas sobrancelhas e viu ela corar um pouco. Vendo sua reação
fofa ele colocou as mãos nos bolsos e perguntou a ela em um tom de voz calmo.

  • Posso caminhar de volta com você? – A resposta que ela deu a ele parecia ser uma
    recompensa por ele ter feito algo bom para seu amigo.
    – Hum-Hum.
    SIM!!! SIM!!! SIM!!! Fique calmo Ai’Pond!!! Fique calmo!!! Merda, Sim!
    … Essa menina é muito adorável!